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O FLA organizou no passado dia 11 de Setembro, em Macau, um debate sob o tema “Macau, a próxima década: um olhar português”. A iniciativa juntou Paulino Comandante, secretário-geral da Associação de Advogados de Macau, Ricardo Pinto, director do jornal “Ponto Final”, António Trindade, sócio-gerente da CESL-ÁSIA e Jorge Rangel, presidente do Instituto Internacional de Macau. Arnaldo Gonçalves moderou o painel que fez um balanço, primeiro, dos mandatos de Ho Hau Wa à frente dos destinos da RAEM e, em segundo lugar, uma prospectiva sobre as mudanças antevisíveis com a entrada em funções do próximo Chefe do Executivo, Chui Sai On. Temas quentes no debate, que juntou cerca de trinta pessoas da comunidade portuguesa, no auditório dos Correios de Macau: o papel do jogo em Macau e os erros de gestão da administração no dossier casinos, a impreparação de Macau para a massa de investimento que desabou no território através dos concessionários norte-americanos, a integração acelarada de Macau na região do Sul da China e a intervenção crescente do Governo Central chinês no desenho do futuro da Região Administrativa. Tema forte o processo judicial contra Ao Man Long e a sua repercussão na perda de credibilidade do governo da RAEM, na ponta final do segundo mandato. Sobre o próximo Chefe do Executivo, o painel considerou que será um mandato de continuidade, dado o facto de Chui Sai On ser secretário do actual chefe do executivo, não se devendo verificar grandes surpresas nas orientações de política. Provavelmente o investimento público terá um maior papel como factor de criação de emprego, alargando-se a articulação de Macau com o governo de Guandong quanto à gestão de toda a região do Delta. A China também um papel marcante na formação da equipa de Chui Sain On dado o escândalo do processo Ao Man Long. Quanto ao sistema político, embora o apontado Chefe do Executivo tenha aludido à ideia de desenvolver uma “política democrática” nas declarações que fez após ser nomeado pela Comissão Eleitoral, o painel inclinou-se de que isso não significa a evolução do sistema de representação de Macau, para um cariz mais democrático, ditado pelo sufrágio universal. Os responsáveis de Macau esperarão um sinal da China para avançar com also significativo no que respeita à reforma do sistema político.
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